MORFOLOGIA DE VASOS E FIBRAS DA MADEIRA DE POLIPLÓIDE E CLONES DE HÍBRIDOS DE E. grandis x E. urophylla VISANDO A PRODUÇÃO DE PAPEL
Resumo
Buscando entender melhor a relação entre anatomia da madeira e sua qualidade visando a produção de papel, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a morfologia de vasos e fibras da madeira de um poliplóide e quatro clones de híbridos de E. grandis x E. urophylla. Para isso foram comparados cinco tratamentos quanto às dimensões de vasos, fibras e quanto às relações entre as dimensões das fibras, expressas pelo Índice de Runkel, Coeficiente de Flexibilidade e Fração Parede. O estudo microscópico da madeira foi realizado de acordo com as recomendações da Comissão Pan-americana de Normas Técnicas, e as dimensões dos elementos anatômicos foram mensuradas por meio do software analisador de imagem Axiovision 4.5. Foi realizada a análise de variância para cada variável analisada e o teste de Tukey (p≥0,05) para comparação das médias das variáveis que apresentaram diferença significativa entre tratamentos. O genótipo poliploide não apresentou influência sobre as variáveis estudadas, se comparado aos clones. Os vasos apresentaram-se numerosos, sendo os tratamentos T29 e T27 os que apresentaram os maiores valores. Já o diâmetro tangencial não apresentou diferença significativa entre os tratamentos. As madeiras analisadas neste trabalho apresentaram fibras curtas (860,22 a 985,77 µm), estreitas (23,13 a 24,73 µm), de diâmetro considerável (9,65 a 11,77 µm) e de paredes mais espessas (5,77 a 6,78 µm). No entanto, não houve diferença significativa entre os tratamentos em relação às dimensões das fibras. O tratamento T29 foi o que apresentou o maior Índice de Runkel e fração parede e menor coeficiente de flexibilidade. Porém, todos os tratamentos mostraram comportamento desfavorável para a produção de papel, em relação ao Índice de Runkel quanto para o coeficiente de flexibilidade e a fração parede. Devido à falta de significância entre tratamentos, sugere-se que este ensaio seja repetido com uma população amostral maior, para capturar melhor a variação entre os tratamentos.