QUALIDADE DA MADEIRA DE MOGNO BRASILEIRO PROVENIENTE DE PLANTIOS HOMOGÊNEOS PARA A PRODUÇÃO DE SERRADOS
Resumo
A Swietenia macrophylla (mogno brasileiro) é uma espécie apreciada no mercado internacional, principalmente pelas propriedades físicas e mecânicas da madeira. Mediante a restrição do corte da espécie em florestas nativas, a solução para atender a demanda pela madeira foi a instalação de povoamentos florestais com a espécie. Contudo, surge a problemática que a madeira oriunda de plantios florestais pode não apresentar propriedades e qualidades semelhantes à de origem nativa. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi avaliar a qualidade da madeira de mogno brasileiro proveniente de plantios comerciais em duas idades para a produção de serrados. Amostrou-se 15 árvores de Swietenia macrophylla de um plantio comercial em Luziânia – GO, nas idades de 16 e 14 anos. Foram quantificados e classificados índices de qualidade das toras (conicidade, achatamento, deslocamento de medula e rachaduras de topo) e os defeitos da madeira serrada (empenamentos e rachaduras) de acordo com normas técnicas vigentes; a variabilidade casca-casca e base-topo do máximo desvio angular, mensurado pelo método de divisão radial; bem como a correlação de Pearson do máximo desvio angular com as rachaduras de topo de toras e os defeitos da madeira serrada. Os valores médios dos índices de qualidade de toras para as idades de 16 e 14 anos das árvores de mogno brasileiro foram de 1,65 cm/m para conicidade, 94,33% para o achatamento, 1,16 cm de deslocamento de medula e 0,06% de rachaduras de topo de tora após corte e 0,175% após o quinto dia de corte, atendendo assim os valores limites estabelecidos pelas normas, e não inviabilizando o uso ou depreciando a qualidade da madeira. O máximo desvio angular médio das árvores nas duas idades para a posição medula foi de 4,59º, posição casca 6,39º, posição base 5,79°, 50% da altura comercial 5,10° e topo 6,13°, e apresentou correlação negativa com as rachaduras de topo de tora. As tábuas apresentaram empenamentos e rachaduras em níveis mínimos e não inviabilizam o uso e nem a qualidade. Pesquisas com a espécie Swietenia macrophylla precisam ser continuadas, visto as poucas informações existentes à respeito das formas de secagem, monitoramento e análise de sua qualidade para determinados usos.