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Número de fustes, falhas e necessidade de compensação na condução da terceira rotação de uma plantação de Eucalipto grandis

Scientia Forestalis 13/04/2026 http://dx.doi.org/10.18671/scifor.v54.10

Resumo

A capacidade da talhadia em manter a mesma produtividade da reforma depende, primordialmente, do manejo silvicultural (e.g., eficiência da colheita, regime de fertilização e controle de plantas daninhas) e da sobrevivência, sob condições climáticas semelhantes. Para testar essa hipótese, foi conduzido um experimento em um plantio de Eucalyptus grandis manejado sob sistema de talhadia por três rotações sucessivas no estado de São Paulo, Brasil. Foi avaliado o efeito da sobrevivência das cepas e do número de fustes por hectare sobre a produtividade e a qualidade da madeira. A produtividade aos sete anos de idade na primeira (R1, alto fuste), segunda (R2) e terceira rotações (R3) foi de 43 m3 ha−1 ano−1, 53 m3 ha−1 ano−1 e 56 m3 ha−1 ano−1, respectivamente. A compensação de falhas (manutenção de dois fustes por cepa adjacente a uma cepa sem brotação) promoveu maior fechamento do dossel e aumento do volume de madeira no início do ciclo. A produção de madeira diminuiu com a redução da taxa de sobrevivência das cepas, porém aumentou com o maior número de fustes por hectare. Entretanto, aos sete anos de idade na terceira rotação, não foram observadas diferenças significativas (p = 0,151) no volume de madeira entre os tratamentos avaliados. O aumento do número de fustes por hectare reduziu o volume individual das árvores em 50% e a densidade básica da madeira em 3%. Dessa forma, a manutenção de mais de um fuste por cepa pode reduzir a idade ótima de corte, mas não afeta o volume total de madeira aos sete anos, embora possa comprometer a qualidade da madeira na terceira rotação.

Palavras-chave: Condução de brotação, Talhadia, Sistema silvicultural, Compensação de falhas.