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Propriedades da madeira como potenciais biomarcadores de tolerância a distúrbios fisiológicos: comparação de genótipos de eucalipto divergentes

Scientia Forestalis 27/05/2022 http://dx.doi.org/10.18671/scifor.v50.22

Resumo

O distúrbio fisiológico do eucalipto (DFE) é caracterizado por sintomas como trincamento de casca, perda da dominância apical, emissão de brotações adventícias, abscisão foliar, entre outros. O uso de biomarcadores da madeira facilmente mensuráveis pode contribuir como critério de seleção de clones tolerantes. O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades da madeira e casca de clones de Eucalyptus comerciais tolerantes e suscetíveis ao distúrbio fisiológico e identificar perfis de respostas relacionados ao distúrbio. Três árvores por clone foram amostradas ao longo do fuste nas posições do DAP (diâmetro à altura do peito), 50% e 75% da altura total. As propriedades avaliadas foram densidade da madeira e da casca, porcentagens de cerne, alburno e casca, e composição química da madeira (extrativos, lignina, siringil/guaiacil, holocelulose e cinzas). A densidade de casca foi semelhante estatisticamente entre os clones, independente da sua classificação de susceptibilidade ao DFE. Apesar de divergentes, a densidade da madeira e teor de extrativos, não apresentaram tendencias em relação a susceptibilidade ou tolerância dos clones. Em geral, clones tolerantes apresentaram maior crescimento, biomassa aérea, porcentagem de cerne e relação siringil/guaiacil e menor teor de casca. Essas características são indicadas como potenciais biomarcadores relacionados à tolerância ao DFE.

Palavras-chave: Seca-de-ponteiros, Distúrbio fisiológico do eucalipto, Melhoramento do eucalipto, Madeira, Casca, Cerne.